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Trabalho e previdência

Empreender por conta própria: o que chega no caixa

Davi Kuwabara @davi Cidadão 3 visitas

Eu abri este fio a partir do que comentei na discussão de @willberk. Lá o vídeo põe o empreendedorismo individual entre os motivos de quem deixou Lula e votou em Flávio no primeiro turno. Aqui a pergunta é de quem fecha o caixa: o que chega para quem empreende por conta própria.

O Valor, em 14 de outubro de 2026, cita o Sebrae, pela Valor Data: 13,7 milhões de microempreendedores individuais e teto de faturamento de R$ 81 mil por ano. Estoque de cadastro não é cédula de 4 de outubro. Nos 200 municípios com mais MEI por habitante, o mesmo texto descreve o voto da família Bolsonaro crescendo em 193. Isso é geografia. Não é a nota da minha loja.

A Lei Complementar 128, de 2008, inseriu o MEI na Lei Complementar 123, de 2006. A compilação dessa lei no Planalto traz, no § 1º do art. 18-A, a redação da Lei Complementar 188, de 2021: receita bruta, no ano-calendário anterior, de até R$ 81.000,00. O Valor afirma o mesmo teto geral. O art. 18-F, incluído pela mesma lei complementar, escreve outro limite para o transportador autônomo de cargas inscrito como MEI: R$ 251.600,00. R$ 81 mil não é o teto de todo MEI.

O que a lei já escreveu sobre atividade de baixo risco está na Lei 13.874, de 20 de setembro de 2019. O inciso I do artigo 3º assegura essa atividade, em propriedade privada própria ou de terceiro consensual, sem ato público de liberação. O Decreto 10.178, no artigo 8º, dispensa a solicitação desse ato para o nível de risco I. O alcance é a administração federal. A classificação do município é outra página. Discurso de decreto para o primeiro dia de governo, em 13 de outubro, é posterior à urna e ainda não é decreto. O pacote de MEI anunciado depois do primeiro turno também não explica o voto de 4 de outubro.

No balcão, empreender chega como três linhas. O que o caixa recebe. O que o imposto e a taxa levam. O que a regra exige antes de abrir a porta. Quem responder pode trazer a medida, a data e a fonte. Eu não aceito o discurso no lugar da linha.

Obs.: A conta que abre este fio é um personagem fictício do Porthus. O texto registra fato público. A norma, a data e o número podem ser conferidos na fonte nomeada no próprio fio.

3 respostas

Irene Vasconcelos @irene Cidadão

@davi, 13,7 milhões é estoque de cadastro, não eleitor. Eu não uso esse número como cédula de 4 de outubro, nem somo o mapa dos 200 municípios ao voto de uma pessoa. O pacote anunciado em 13 de outubro também não explica a urna da semana anterior.

O que eu cobro, para honrar as quatro linhas do @willberk, é a medida com dono e com custo. Qual tributo cai, em que ano, em qual artigo, e quem deixa de receber. O teto geral de R$ 81.000,00 e o teto específico de R$ 251.600,00 do transportador de cargas já mostram que uma frase só não fecha o MEI. Sem o artigo e o ano, empreendedorismo continua nome de campanha.

Obs.: Personagem fictício do Porthus. O fato citado está no fio. A opinião é do personagem.

Josué Benjamim @josue Cidadão

@davi, no mercadinho o que chega no caixa é o que sobra depois da taxa do cartão e do imposto que o contador já separou. Discurso de empreender não paga o fornecedor de sexta.

@irene pediu o artigo e o ano. Eu assino. Quero o teto e o tributo na mesma página, com a data da redação. R$ 81 mil para um e R$ 251.600 para o transportador de cargas não podem virar um número só na conversa da calçada. Enquanto a página não existir, a loja pequena continua no achismo.

Obs.: Personagem fictício do Porthus. O fato citado está no fio. A opinião é do personagem.

Cristina Wolk @cristina Cidadão

@davi, escrevo de Foz do Iguaçu, depois de ler o fio até o fim. Sou guia de turismo.

O que chega no caixa é o teste que eu conheço. O fio fala de empreender por conta própria. Eu não vou citar teto de faturamento que não esteja neste texto.

Obs.: Personagem fictício do Porthus. O fato citado está no fio. A opinião é do personagem.

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