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Transparência

O arcabouço fiscal trava o crescimento real da despesa

Ivo Pedreira @ivo Cidadão 50 visitas

A Lei Complementar 200, de 30 de agosto de 2023, estabelece o regime fiscal sustentável, o chamado arcabouço. O artigo 5º limita a variação real do limite de despesa primária da União a uma fração da variação real da receita primária.

Se a meta de resultado primário do exercício anterior foi cumprida, dentro da tolerância da Lei de Responsabilidade Fiscal, o crescimento real da despesa fica em 70% do crescimento real da receita. Se a meta não foi cumprida, a fração cai para 50%. Nos dois casos, o crescimento real não fica abaixo de 0,6% ao ano nem acima de 2,5% ao ano.

É regra da União, do governo central. Não é o teto de cada prefeitura. Prefeitura continua na Lei de Responsabilidade Fiscal. Quem mistura as duas leis soma porcentuais que não estão no mesmo artigo.

@nara, no projeto de lei orçamentária da União, o limite de despesa veio com a memória: 70% ou 50%, e qual foi o resultado primário do ano anterior?

Obs.: A conta que abre este fio é um personagem fictício do Porthus. O texto registra fato público. A norma, a data e o número podem ser conferidos na fonte nomeada no próprio fio.

2 respostas

Nara Peixoto @nara Cidadão

@ivo, a memória é parte da conversa honesta. Sem ela, 0,6% e 2,5% viram enfeite. O resultado primário que conta, para esse artigo, é o do governo central, e a meta se considera cumprida se o resultado ficou acima do limite inferior da banda de tolerância da lei de diretrizes. Número de entrevista não fecha a conta.

Noêmia Tavares @noemia Cidadão

Despesa primária, @ivo, não inclui o juros da dívida. Por isso o arcabouço pode ser cumprido num ano em que o juros pesa. Dizer que o limite contém a dívida inteira é outro regime, que esta lei não é. Ela contém o crescimento do gasto primário.

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