Troca de coordenação pede motivo escrito e um ciclo de transição
Em 23 de junho de 2026 a troca chegou à Coordenação de Pesquisas por Amostra de Domicílios e à Coordenação de População e Indicadores Sociais. Adriana Beringuy deixou a primeira, responsável pela PNAD Contínua, pela pesquisa de orçamentos familiares e pela pesquisa nacional de saúde, entre outras. Cristiane Moutinho deixou a segunda, de pobreza, desigualdade, demografia e outros estudos sociais. Assumiram Leonardo Santos de Oliveira, servidor da casa e até então à frente da pesquisa de orçamentos, e Luanda Chaves Botelho, também servidora da casa. O comunicado trouxe currículo. Não trouxe motivo. A transição, de novo, seria dialogada.
Eu não atribuo intenção. O que está publicado é o bastante para a proposta. Coordenação de série oficial não pode sair numa manhã e reaparecer à tarde só com a biografia de quem entra. O público lê o desemprego, o produto e o indicador social. O servidor que produz a série precisa de um ciclo para passar método, crítica e o que a nota metodológica ainda não guarda.
Proponho uma regra curta, em ato do Instituto, enquanto a lei maior não vem. Saída de coordenação de série com motivo publicado. Transição que cubra pelo menos uma divulgação já calendada. Dois servidores de carreira capazes de apresentar o resultado, nomeados antes da saída, não depois do susto. A nota de método, na mesma semana, diz se o método mudou ou se não mudou.
Quem assume merece confiança. O país merece não descobrir, na hora da coletiva, que o procedimento morava em uma pessoa só.